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28/05/2013 | 18:12h

CARTA ABERTA A JUREMIR MACHADO

CARTA ABERTA A JUREMIR MACHADO

CARTA ABERTA A JUREMIR MACHADO

Caro Juremir,


Depois de ler o seu ataque à minha pessoa na sua coluna no Jornal gaúcho “Correio do Povo”, fico obrigado a respondê-lo através dessa carta para maiores esclarecimentos, senão ao senhor, pelo menos aos seus leitores e a quem interessar possa. Vamos por ítens:


1.    Já que começou ressaltando que fui entrevistado no seu programa “Esfera Pública”, poderia arrematar também que fui sumariamente retirado do ar.


2.    Quando afirma peremptoriamente ter lido o livro, das duas, uma: Ou mente descaradamente, ou, se o leu (o que, nesse caso, é tão grave quanto), tem sérios problemas cognitivos, ou pior ainda, um profundo desvio de caráter.


3.    Recorrer a essa pouco enobrecedora mania de tentar despotencializar o meu discurso através de uma tática torpe em desfazer o meus méritos reais e dissimular ignorar a real importância da minha carreira musical chega a ser ingênuo e, com todo o respeito, de  uma imbecilidade comprometedora. Se por acaso o senhor tem vivido aqui no Brasil nos últimos 30 anos sem perceber a minha presença no imaginário coletivo nacional nem a minha contribuição para a música popular brasileira,posso lhe refrescar a memória,muito embora, sendo bastante constragedor para  qualquer  pessoa que tenha um nível médio de informação e no seu caso  específico,para um jornalista de razoável credibilidade, jactar-se de ignorar uma trajetória de um compositor que fez canções como, Me Chama, Corações Psicodélicos, Essa Noite Não, Revanche, Noite e Dia, Vida Bandida, Vida Louca Vida, Rádio Blá, Chorando no Campo, A Vida é Doce, Canos Silenciosos, Por Tudo que For e outras tantas mais é assinar atestado de analfabetismo musical ou exibição de pura má fé.


4.    Resumir  “em uma linha: uma mala” uma autobiografia de quase 600 páginas de indubitável  complexidade é realmente lamentável para qualquer pessoa que honre sua dignidade pessoal  quanto mais tendo a responsabildade de assinar uma coluna em um jornal de grande circulação.


5.    Querer consubstancializar um significado próprio de "Nada" para me “nadificar” é uma medida muito pouco inteligente para não dizer vulgar e preconceituosa. Está claro que o senhor fez questão de  dar umas pinceladas no texto e se ater à orelha e com isso, se expôr ao vexame público, uma vez que o livro é um fenômeno editorial e contará com milhares de leitores atentos.


6.    Acredito que seja um mal negócio para o senhor projetar a sua própria malandragem e seu “teto moral” de pouquíssima envergadura em quem, (e muito pelo contrário!) em momento algum usou desse expediente pouco recomendável, principalmente quando a própria malandragem é um dos alvos críticos do livro.


7.    Se a carapuça de Nada no sentido de coisa alguma e de reacionário lhe servem, fique sabendo que a mim, não servem de modo algum. No seu afã de querer aniquilar a validade do meu discurso, deixou de perceber sua ironia e com isso, escapar-lhe o real significado.


8.   Reduzir  toda a complexidade do meu ensaio sobre a antropofagia afirmando “não passar de nacionalismo”, ou "ter moldado nosso pensamento" é de um simplismo galopante. O último capítulo do livro é uma mergulho e uma invasão poética no Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade e uma abordagem, se não quiser constatar a habilidade literária, o humor e a pertinência, é, no mínimo, inédita  na história da literatura brasileira.


9.    Retomar viciosamente a maneira reducionista e simplória  em travestir minha crítica em ataques pessoais ao Roberto Carlos é uma atitude tacanha e distorcedora do significado real do texto. Se teve tempo em reparar nas partes sardônicas, parece que se absteve de prestar atenção aos meus elogios e a constatação de que Roberto Carlos foi um herói na minha formação. Do mesma forma isso serve aos Racionais MCs, quando deixo claro minha admiração e sua influência em canções como El Desdichado 2. Mas isso não parece ser muito conveniente para a sua construção delirante de uma  falsa realidade.


10.    Outra coisa que gostaria muito de saber é aonde o senhor leu qualquer alusão que fosse sobre a Dilma Roussef ser uma torturadora no livro. O senhor tomou um ácido? O capítulo em que cito a presidente é de um extremo cuidado em não condenar ninguém e mesmo sendo muito duro com a presidente e a Comissão  Nacional da Verdade,em nenhum momento suponho sequer a Dilma ter sido uma torturadora e sim uma terrorista.


11.    Se referir à minha pessoa como “Nada Lobão” ou “escritor” é de uma deselegância um tanto histérica e um desrespeito gratuito e grosseiro que só maculam sua credibilidade.


12.    Gostaria de lembrar ao jornalista Juremir que reacionário seria aquele que, de forma irracional, iracunda e precipitada comete uma ejaculação precoce intelectual em cultivar o ódio através de seus inconfessáveis recalques e impotências transformando-os em julgamentos desleais,desonestos e inverdadeiros.


13.    E para finalizar, chego à conclusão que o senhor está exatamente no escopo do intelectual(óide) de esquerda de que tanto falo no livro,o tal campeão mundial de punheta de pau mole, e caiu em todas as armadilhas que os incautos e os malandros-agulha inevitavelmente caem. É como eu mesmo advirto em um dos versos do poema do prólogo: "É subestimando o inimigo que se perdem as guerras e , desde já agradeço vossa desatenção”.

Lobão


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