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02/08/2013 | 15:39h

Resenha: Manifesto do Nada Na Terra Do Nunca

Resenha: Manifesto do Nada Na Terra Do Nunca

Resenha publicada em 02/08/2013 por Jefferson Nobrega do site kalangoatomico.com.br



Dois livros e uma história: Manifesto do Nada na Terra do Nunca e Prime Time Propaganda



Trago para vocês duas resenhas em uma. Falarei sobre o Manifesto do Nada na Terra do Nunca do rockeiro Lobão e do Prime Time Propaganda de Ben Shapiro, livro esse que infelizmente ainda não pode ser encontrado no país.

Por que abordar dois livros de uma vez só?

Falando metaforicamente, Ben Shapiro é como um cientista que mapeou o código genético de uma praga e Lobão é o doutor que demonstra que a epidemia já espalhou-se a muito tempo pelo país.

As duas obras analisadas juntas nos levará a compreender mais profundamente o assunto. E isso será assustador. Como o livro não foi publicado no Brasil, o texto sobre o Prime Time Propaganda é uma tradução da resenha publicada pelo espanhol Religion en Libertad.



Ben Shapiro, um jovem porém já bastante conhecido colunista judeu de 27 anos (com 17 anos bateu todos os recordes ao ter firma sindicalizada em vários meios de comunicação), entrevistou 39 pesos pesados do “todo Hollywood” e provou o que já era óbvio: que a indústria da televisão é majoritariamente de esquerda e que utiliza as séries do prime time para favorecer a agenda esquerdista.

Shapiro estudou Direito em Harvard e levou o boné da universidade em todas as suas entrevistas. “Sendo judeu e tendo estudado em Harvard, há 98,7% de possibilidades de ser de esquerda”, explica. Foi assim que seus interlocutores confiaram nele. E o caso é que tudo o que lhe disseram está transcrito em um livro, “Prime Time Propaganda”, e além disso em gravações que Shapiro já está difundindo através da Internet. A difusão vai ser máxima porque a obra será publicada por uma editora filial de Harper Collins.

E são explosivas porque vêm reconhecer que o mundo da televisão norte-americana (que produz séries que são consumidas no mundo todo) é controlado por pessoas que: um, excluem sistematicamente todo aquele que não seja “progressista”, e dois, vão fabricando produtos segundo as necessidades e objetivos da agenda progressista.

Uma reportagem em The Hollywood Reporter recolhe alguns casos e algumas confissões.


Conservadores, esses “idiotas”

Marta Kauffman, co-criadora de Friends, explica que quando pôs na série a meia-irmã do líder conservador Newt Gingrich casando um par de lésbicas, foi “para fuder a direita”. E ela reconhece que seleciona o staff da série para que sejam “majoritariamente progressistas”.
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Susan Harris, criadora de duas séries míticas dos anos setenta (Enredo) e dos anos oitenta (As garotas de ouro), tão geniais no humor como dissolventes na mensagem moral, considera que os críticos de televisão conservadores são “idiotas” e têm “mentes medievais”. E diz numa frase: “Ao menos pusemos Barack Obama onde está”, onde o “pusemos” já diz tudo.

Larry Gelbart e Gene Reynolds admitem que encheram M.A.S.H. (a popular série sobre um médico militar no Vietnã) de mensagens pacifistas, e Vin di Bona, que encheu Mc Gyver de mensagens contra o direito de portar armas, uma velha batalha da esquerda norte-americana e das poucas onde não conseguiram triunfo total. Di Bona, ao ser perguntado se é verdade, como dizem os conservadores, que todo mundo em Hollywood é progressista, responde: “Creio que é exato e ademais, estou encantado que seja assim”.

Ou você é “um dos nossos”, ou…

Leonard Goldberg, produtor de Los Angeles, de Charlie ou Starsky e Hutch, afirma que a esquerda “é 100% dominante em Hollywood, e quem negar está negando a verdade”. E não é por acaso que seja assim, senão que responde a uma endogamia sectária. Shapiro pergunta a Goldberg se a política é uma barreira de entrada: “absolutamente”, responde.

É, simplesmente, seu sítio. Fred Pierce, presidente da ABC nos anos oitenta, reconhece que quem é conservador tem pouco futuro na televisão. Quem não for de esquerda “não ascende, fica no subsolo”.

David Shore, criador de House, é ainda mais sincero: “Nesta cidade se assume que todo o mundo é de esquerda. Se alguém é de direita é visto com horror, e do que estou certo é de que isso não lhes ajuda”.

Aqui está o caso de Dwight Schultz, o intérprete de Murdock em A Equipe A, que se confessa admirador de Ronald Reagan. Perdeu um casting ao qual aspirava, por este simples argumento do produtor do show, Bruce Paltrow: “Aqui não vai haver um imbecil de Reagan!”.

Nichlolas Meher, produtor da película para televisão O dia depois, que em 1983 retratava o que seria o mundo após um holocausto nuclear, reconhece nas fitas que Shapiro tem, que fez esse filme para impedir a re-eleição de Reagan.

Manipular a juventude

Talvez a opinião que melhor resume tudo isso é a de Doug Herzog, presidente da MTV, que vê seu trabalho como o de alguém que tem “super-poderes” para influir sobre a juventude que é, em última instância, do que se trata: de utilizar o prime time para criar uma sociedade ao gosto do establishment progressista. Algo muito palpável sem mais do que ligar a televisão, mas… nunca ninguém havia conseguido reunir tantas confissões juntas sobre o mesmo.



Tudo relatado no livro de Shapiro pode ser visivelmente constatado no Brasil, em especial na indústria musical. Basta notarmos que os maiores nomes da MPB são os que alinharam-se à luta da esquerda no período militar. E o que aconteceu com os não engajados? Em sua grande maioria foram condenados ao ostracismo, o caso mais famoso é do cantor Wilson Simonal.

E, é nesse cenário mono ideológico que surge Lobão e seu manifesto.



Com o texto acima, Lobão, o mais polêmico músico do país, fala de si mesmo. Mas, não concordo. De Longe ele é um nada, pelo contrário, no campo musical Lobão, por ser inimigo declarado da máfia que comanda o mundo da música foi condenado ao banimento das rádios. O que não o abalou e o fez crescer. O homem emplacou sucessos na voz de Cazuza, Biquini Cavadão, Ira e muitos outros artistas. Seu sucesso “Me Chama” foi massivamente regravado. Definitivamente ele é um dos grandes da música brasileira. No entanto, sua carreira musical não é o foco desse artigo, apesar de ser inseparável.



Manifesto do Nada na Terra do Nunca, o título do livro já é impactante por si só. E que antes mesmo de ser lançado, provou que suas teorias estão corretas, afinal o que pensar de jornalistas que criticaram ferrenhamente a obra antes mesmo de está disponível para leitura?

O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é mais bibliográfica onde, entre críticas à indústria da música, à unanimidade do pensamento esquerdista no ensino e nas artes e especialmente ao Partido dos Trabalhadores do qual o autor já foi militante, Lobão conta um pouco da sua carreira especialmente sua participação no programa A liga da Rede Bandeirantes e no festival de música Loolapalooza. Particularmente assisti alguns programas da “Liga” em que Lobão esteve e sempre achei que ele não combinava com aquele cenário, lendo o livro pude ver tudo ficar mais claro, já que ele explica o que levou-o abandonar o programa, como por exemplo, a exigência de cenas sem críticas quando ele era totalmente contra o assunto em pauta.

A segunda parte mostra o Lobão pensador dispararando toda sua metralhadora crítica contra a dominação ideológica da cultura brasileira, especialmente da MPB. Acho que um fã da Música Popular Brasileira se sentiria até ofendido ao ver a música de Gonzaguinha ser classificada como “música para se ouvir comendo linguiça e bebendo cachaça”. Ele parte de uma crítica focada na semana de arte moderna de 1922, especialmente na obra O Antropófago de Oswald de Andrade que recebeu inclusive uma carta aberta do rockeiro na qual o livro é analisado detalhadamente.

De fato, o Manifesto é recheado de expressões que fora de seu contexto tornam-se um ótimo instrumento para polemizar, como fez a mídia antes do lançamento. Porém, não deixe-se enganar, Lobão procura embasar todas as suas afirmações em sólidos argumentos. Não é uma verborragia sem nexo, pelo contrário, percebe-se (concordando ou não) que é tudo obra de profundo estudo.



O livro desse rockeiro pode ser comparado a um torcedor que desafia sozinho uma torcida organizada inteira. Suicídio, loucura ou coragem? Sabemos que Lobão não tem medo de dar a cara aos tapas.

As críticas tecidas nessa obra merecem sim atenção e um debate isento. O autor sabia que a patrulha esquerdista iria atacá-lo com tudo, e assim fizeram, repudiaram a o Manifesto do Nada principalmente em ataques pessoais, para eles o livro não merece atenção devido o autor ser “reacionário” e um “rockeiro decadente”. Uma típica fuga do debate, afinal onde há escassez de argumentos há sobras de ofensas.

Gostando ou não do Lobão, recomendo a leitura do livro. Deixe de lado os estereótipos criados em torno do autor, dessa forma ele o levará à reflexões sobre a política brasileira, especialmente agora diante das manifestações. E se for para discordar embase sua discordância, pois desdenhar apenas confirmará os argumentos do cantor/escritor.

Em um país onde há uma anestesia ideológica, onde as pessoas protestam com ira contra os sintomas e fecham os olhos para as verdadeiras causas, o Manifesto do Nada na Terra do Nunca chega a ser um oásis. É uma declaração de guerra ao status quo. Como disse o escritor Rodrigo Constantino, precisamos de mais Lobão e menos Chico Buarque.

Lobão e Ben Shapiro, ambos nadam contra uma maré vermelha!

obs: O livro de Ben Shapiro pode ser adquirido pelo Amazon. Mais informações sobre a obra podem ser encontradas no site do autor e em um artigo do Fronte Page Magazine




Matéria Original publicada aqui


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