{"letra":"N\u00e3o h\u00e1 sombra de f\u00faria no Planalto Central\u2028
\r\nS\u00f3 a fraqueza mortal do rebanho no redil\u2028
\r\n\u00c9 a Odisse\u00eda do Insulto‚ a vit\u00f3ria ideal
\r\n\u2028Do fracasso‚ do d\u00e9bil‚ do in\u00fatil servil
\r\n\u2028Da Terra do Nunca‚ onde \u00e9 proibido crescer\u2028
\r\n\u00c0 Terra do Menos onde o esm\u00earo \u00e9 encolher\u2028
\r\nPara\u00edso min\u00fasculo do impostor\u2028
\r\nDa fraude sem esc\u00e2ndalos‚ amn\u00e9sia e calor
\r\n\u2028Esterilizando mamatas‚ sil\u00eancio e lorota
\r\n\u2028A morda\u00e7a \u00e9 a grana e a patrulha‚ a chacota\u2028
\r\nGritar vou gritar:
\r\nAt\u00e9 quando v\u00e3o enganar\u2028
\r\nO rebanho no redil alegre a sambar?
\r\n
\r\nQuem precisa correr‚ quem precisa lutar?
\r\nQuem precisa mentir‚ quem precisa sangrar?
\r\nQuantos j\u00e1 se calaram quantos se foram em v\u00e3o?
\r\nResistir ser\u00e1 f\u00fatil quando as ruas se inundar\u00e3o
\r\n\u2028H\u00e1 uma sombra de f\u00faria na impostora eleita\u2028
\r\nCercada de castrados com a nossa receita\u2028
\r\nCom a pompa vulgar de um butij\u00e3o de g\u00e1s\u2028
\r\nEstamos fartos de um pa\u00eds frouxo injusto e ineficaz
\r\n","autor":"Lob\u00e3o","cifra":0}